quarta-feira, 31 de agosto de 2011
Chegada à China
Tenho sempre a sensação de que estou sempre numa estufa... Está muito calor e muita humidade. Mal acabo de tomar banho, já estou transpirada outra vez.
Shanghai é estranho... todas aquelas imagens que vemos da china acerca do ar puro, o sol, o céu limpo, os jardins, a calma... esqueçam. Não a encontram em Shanghai...
Mas encontram em muitos outros locais que mais adiante retratarei.
Devo dizer que fiquei 48h sem dormir como forma de combater o "jetleg", aliás foi uma técnica que resultou na ida, mas não na vinda...
Hoje, apetece-me partilhar algumas peripécias da minha visita à China...
Devo dizer que esta foi um daquelas viagens que sempre sonhei fazer, mas que ía adiando, talvez até à velhice.
Basicamente, surgiu a oportunidade que agarrei sem reflectir (felizmente), onde tudo aconteceu sem grande planeamento e muita, muita aventura.
A China é um enorme país, com uma cultura muito rica, um meio envolvente cativante e que nos transporta para uma outra dimensão, como as das histórias que ouvimos em criança e que pensamos serem de fadas... eu vivi uma realidade aparte durante 3 semanas. Vivi momentos de sonho, onde por vezes fui chamada à realidade por cheiros, receios, percalços, surpresas, acontecimentos bons e outros menos bons, mas todos contribuíram para tornar esta viagem na aventura inesquecível!!!
Hoje pergunto-me... terei noção do que arrisquei??? Nã.......
segunda-feira, 29 de agosto de 2011
Festa de S. João D'Arga
Aconselho vivamente a festa de S. João D'Arga.
Ontem percorri as 7 serras entre S. Lourenço da Montaria e S. João D'Arga, A PÉ!
Vi cavalos selvagens e vacas com chifres gigantes (entre outras coisas), subi calhaus estranhos, e avistei paisagens de tirar a respiração...
Pensei que seria um percurso muito difícil, mas as paisagens que vês, o convívio com o pessoal espectacular que me acompanhou, os animais e o facto de saber o que nos esperava transformaram esta viajem num percurso fácil e bem agradável.
Terminámos o percurso com um copo na mão (com um líquido dos deuses) e umas nozes oferecidas por um senhor bem simpático que achou que precisávamos recuperar forças... he he he
Esta festa permanece com as tradições dos nossos ancestrais, é uma capela muito pequena que fica numa fajã entre as montanhas minhotas, cada grupo leva concertinas e outros instrumentos populares e todos cantam. O bagaço com mel é já tradição e não pode faltar, o porco no espeto, as doceiras com os doces tradicionais, os melões, o pão com chouriço, etc. Nada falta nesta festa. Com o cair da noite, a multidão aumenta, as bandas de música, com músicas bem modernas e com direito a coreografia e chapéus de mexicano, tocam em despique e nós cantamos...
Ainda descobri qual a tradição deste sítio e quais o significado dos seus rituais (estranhos), não foi fácil... o ser humano é um ser estranho... concluindo: DIVERTI-ME IMENSO!!!! :)
Regresso!!
Entretanto já vivenciei algumas aventuras bem interessantes e intrigantes. Realmente parar não é uma opção para mim, ou pelo menos, não uma opção válida ;P
Nos últimos 2 anos, após a minha aventura nos Açores, já passei por vários locais que, com o tempo, espero retratar aqui... sempre que tiver um tempinho livre e alguma inspiração.
Resumindo, estou de volta ;-)
segunda-feira, 10 de agosto de 2009
1º dia de praia
Claro que já tinha visitado o meu mar, ou não seria eu, mas ainda não me tinha deitado na areia a receber os raios solares e sentir a minha pele a aquecer e a mudar a sua coloração, a sensação da água fria a congelar os meus tornozelos, mas que refresca todo o meu corpo e a minha alma.
Hoje foi o dia! Acordei relativamente cedo e fui à praia.
A maré estava tão vaza e com tantas algas que apenas pude fazer como as tias cotas… molhei os pezitos e chapinhei na água com as mãos e molhei ligeiramente a face e o resto do corpo…
Claro que não molhei o meu maravilhoso cabelo, até porque mudei de visual…
segunda-feira, 3 de agosto de 2009
Em casa...
Neste momento já me encontro em casa. Não menos atarefada, mas com tarefas deveras diferentes.
Devo dizer que não pensei que fosse tão difícil deixar os Açores.
S. Miguel é definitivamente uma ilha mágica que cativa quem lá passa e prende quem lá permanece. Laços que se criam e ficam para não mais esquecer.
Pessoas que conquistaram lugar no meu coração e a quem posso chamar de amigos.
Alegrias e desilusões sentidas que marcam a minha existência de onde retirei lições e aprendizagens, decidi caminhos a seguir.
Os verdes, a imensidão do mar, os vulcões, as flores, os trilhos, as paisagens, o arco-iris, os miradouros, as baleias, as ravinas, os golfinhos, as ribeiras, as cascatas, os cagarros, a poça da Beija, o cozido das furnas, as caldeiras, as Lagoas, as praias, as águas-vivas, o nevoeiro, a chuva, os banho de mar, a noite, o céu, a lua, os passeios, as caipirinhas, o cantinho, o campo, as noitadas, os risos, os choros, as danças, as zangas, as gargalhadas, as birras, os abraços, os amuos, as verdades, as mentiras, os filtros, a falta de filtro, as alegrias, os petiscos, os jantares, as rotundas, os concertos, os carros, as avarias, o pneu furado, as viagens e, AS VACAS!!!
Tanta coisa que a torna especial que ficaria aqui toda a noite a tentar explicar, mas só mesmo vivendo se poderá perceber a real beleza desta ilha…
Aproveito para apresentar as minhas mais sinceras desculpas aos amigos e familiares que ainda não visitei, mas torna-se complicado visitar todos em tão pouco tempo. Mas eu hei-de conseguir ;)